Continuando com a série sobre formação de acordes, hoje vamos falar das inversões de acordes, se você estiver chegando agora por aqui, recomendo que leia o post anterior sobre acordes maiores e menores, e somente depois passe para esta lição. Para ter um melhor aproveitamento sobre este eassunto é necessário conhecer os Intervalos Musicais”, se você não está familiarizado com os intervalos, também temos um post sobre isso (Intervalos Musicais – A Matemática das Notas) neste blog.
Vamos agora falar sobre inversões:
Como vimos no post anterior (Acordes maiores e menores), um acorde é formado por 3 notas ou mais, a isto chamamos de TRÍADE.
Vamos relembrar o que é uma tríade:
No Dicionário Grove de Música (SADIE, 1994, p. 407) encontramos a segunte definição sobre a tríade: “A tríade passou a ser a principal unidade de harmonia (um acorde de três notas, formado por terças). Este ficou sendo o elemento
básico da harmonia ocidental até o séc. XX”.
Se este acorde está sobreposto por terças, ele está em ESTADO FUNDAMENTAL ou POSIÇÃO FUNDAMENTAL. Ou seja, com a nota mais grave sendo a FUNDAMENTAL (nota que dá nome ao acorde, ou nota mais grave do acorde). Por exemplo: DÓ – MÍ – SOL é a tríade do acorde de DÓ maior, sendo em outras palavras constituído pelos intervalos de: Fundamental, terça maior e quinta. A nota dó ocupa a posição mais grave na formação do acorde, e ela é a Tônica.
Acotece que numa inversão de acorde, encontraremos outra nota da tríade na região mais grave, o primeiro grau (nota que dá nome ao acorde, a partir da escala a ele correspondente) não esta mais na nota mais grave, e podemos encontrar em seu lugar qualquer outra nota da tríade. Vejamos a definição de inversões:
Na harmonia triádica, a nota fundamental de cada acorde é a nota a partir da qual as outras notas podem estabelecer-se numa série de terças ascendentes. Assim, a tríade dó-mi-sol tem dó como a sua fundamental, mas pode ser ouvida com o mi como nota mais grave (SADIE, 1994, p. 407).
Em outras palavras, as notas mudaram de posição na tríade, trocaram de lugar. Podemos encontrar as seguintes inversões:
ACORDES EM PRIMEIRA INVERSÃO:
Na primeira inversão, a única nota que importa é a TERÇA do acorde, ela estará sempre como nota mais grave na formação do acorde. Por exemplo, no acorde de Dó maior (C):
DÓ (Fundamental) – MÍ (terça) – SOL (quinta justa)
Em primeira inversão:
MÍ – DÓ – SOL (sendo a nota mí a nota mais grave do acorde).
ou
MÍ – SOL – DÓ (mí continua na posição mais grave do acorde).
Obs: os exemplos acima foram dados com um acorde maior, ou seja, a terça é maior. Mas as inversões também funcionam da mesma forma com acordes menores, ou qualquer outro tipo de acorde. Se estivessemos trabalhando com um acorde menor, pensaríamos assim:
DÓ – MIb – SOL (Acorde menor na posição fundamental).
Em primeira inversão:
MÍb – DÓ – SOL – Primeira inversão (nota MIb sendo a nota mais grave da formação do acorde) .
ou:
MÍb – SOL – DÓ ( MÍb continua sendo a nota mais grave do acorde).
Resumindo: Na primeira inversão, a palavra chave é a TERÇA da tríade.
CIFRAS NA PRIMEIRA INVERSÃO:
Podemos encontrar várias formas de cifragem, dependendo do método e do autor utilizado, porém, vamos ver aqui a forma mais popular das cifras:
Em primeira inversão, um acorde de Dó maior (C), por exemplo, seria cifrado da seguinte forma:
C/E
Dizemos: Dó com o baixo em Mí ou Dó com Mí no baixo.
Um acorde de Ré maior (D), em primeira inversão, seria assim:
D/F#
Dizemos: Ré com fá# no baixo.
Outros exemplos:
E/G# – G/B – C/Eb – B/D
Exercício 1 : Tente colocar os acordes acima na posição fundamental, e descobrir se são maiores ou menores. Depois, toque os acordes tanto na posição fundamental quanto em primeira inversão.
Agora vejamos abaixo na figura 1 alguns acordes da tonalidade de dó maior, em estado fundamental e em primeira inversão, na pauta, tente tocar estes acordes e perceba a diferença de sonoriade encontrada ao colocarmos a terça como nota mais grave:

Exercício 2: Imagine uma música na tonalidade de Dó maior, crie progressões (sequencias músicais) a partir dos acordes acima (figura. 1), varie entre acordes de posição fundamental e 1ª inversão em sua composição. Use os ouvidos, dexa eles te dizerem o que fazer!!! é hora de compor!!!.
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ACORDES EM SEGUNDA INVERSÃO:
Na segunda inversão, a única nota que importa é a QUINTA do acorde, ela estará sempre como nota mais grave na formação do acorde. Por exemplo, no acorde de Ré maior (D):
RÉ (Fundamental) – FÁ# (terça) – LÁ (quinta justa)
Em segunda inversão:
LÁ – RÉ – FÁ# (sendo a nota mais grave a quinta do acorde).
ou
LÁ – FÁ# – RÉ ( a nota lá continua sendo a nota mais grave do acorde).
Resumindo: Na segunda inversão, a palavra chave é a QUINTA da tríade.
CIFRAS NA SEGUNDA INVERSÃO:
Em segunda inversão, um acorde de Ré maior (D), por exemplo, seria cifrado da seguinte forma:
D/A
Dizemos: Ré com lá no baixo ou Ré com baixo em lá.
Um acorde de mí menor (Em) em segunda inversão:
Em/B
Dizemos: Mí menor com sí no baixo ou mi menor com baixo em sí.
Outros ememplos:
C/G – G/D – Dm/A – F/C
Exercício 3 : Repita o exercício 1 (das primeiras inversões) agora utilizando os acordes acima. Identifiqe se são maiores ou menores.
Agora vejamos abaixo na figura 2 alguns acordes da tonalidade de ré maior, tanto em estado fundamental como em segunda inversão, na pauta, tente tocar estes acordes e perceba a diferença de sonoriade encontrada ao colocarmos a quinta como nota mais grave:

Exercício 3: Faça o que foi pedido no exercício 2, mas agora usando os acordes da tonalidade de ré maior (figura 2) e suas segundas inversões. Não esqueça do ouvido. Ouça as difrentes possibilidades e anote-as.
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Qualquer dúvida, fico a disposição para esclarecer!!!
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