
Aulas e Artigos Sobre Música


Eu acredito que a resposta para esta pergunta é: DEPENDE.
Você já tentou? Sabe por onde começar? Qual seu objetivo na música? Você está realmente disposto a se dedicar?
Existem pessoas que conseguem aprender sozinhas, e pessoas que não conseguem, em qualquer matéria de estudos, relacionada a qualquer assunto. É a natureza de cada um. Mas isso não quer dizer que você deva desistir.
É Possível aprender pela internet?
Sim, é possível. Mas existem alguns “problemas” para os iniciantes, problemas esses que eu também me deparei muitas vezes.
Na Internet existe muita infomação ao mesmo tempo chegando para você, isso faz o iniciante se perder facilmente, e correr o risco de ficar pulando de lição em lição, e ao final acabar assimiliando praticamente nada do que viu, porque o iniciante está formando sua base, seus rudimentos musicais, e isso leva um certo tempo. As lições são sugeridas pelo algoritmo, não de acordo com suas necessidades e seu nível de aprendizado. Outro problema é a diversidade de métodos diferentes que podemos nos deparar na internet: Os vídeos e aulas gratuitas na internet são feitos em sua maioria por professores, ou músicos que ensinam, existe uma diferença de didática, ou seja, cada um tem um jeito de ensinar, existem formas diferentes de abordar o mesmo assunto, isso torna muito mais dificil o entendimento de quem está começando: é preciso ter um método e estudar uma coisa de cada vez quando se está começando. No início do aprendizado é primordial seguir uma só linguagem, para o aluno iniciante existem assuntos que são, e assuntos ou detalhes que não são importantes para ele NAQUELE MOMENTO INICIAL, mas serão importantes posteriormente, no tempo certo. O nome disso é didática, você vai aprendendo aos poucos, da mesma forma que ler e escrever ou fazer cálulos matemáticos, deve ser com a música.
Por exemplo:
Na escola, ninguém começa aprender matemática pelas equações, se começa pelo básico, e o básico continua sendo importantissimo de saber até mesmo para resolver as equações mais impossíveis no futuro, não é? com a música é assim também.
Cada professor tem a sua didática, cada aluno tem a sua maneira de aprender e entender. Na internet, a maioria dos tutoriais que me deparo são bons, alguns ótimos, existem ótimos profissionais ensinando lá ( a grande maioria). É preciso saber avaliar se o problema é o material, ou se é você que não está entendendo, a maioria das vezes o material não é ruim, mas ainda não é indicado para o seu nível atual. Ou o professor não é o ideal para você, isso não quer dizer que o professor seja ruim, nem que você não tem capacidade de aprender, é uma questão de (repito): didática que não é compatível a sua realidade de estudos ainda. Cada um tem seu tempo, cada um tem sua forma de falar e de ouvir.
Quando você está aprendendo por vídeos em seu feed das redes sociais ou Youtube, este vídeo foi gravado pensando em um público geral do autor, ou seja, não foi feito especialmente para você, o autor do vídeo dificilmente sabe quem é você, qual seu nível atual no violão, quais suas dificuldades etc…e você pode acabar se confundindo, ou simplesmente não entendendo. Isso é normal, e pode acontecer com todos nós.
Esta é a diferença entre materiais genéricos da internet e um professor particular onde você consegue estabelecer um diálogo e o professor está a todo tempo fazendo um diagnóstico das suas necessidades, interesses e facilidades, em uma aula individual particular de música (online ou presencial).
Ao dar aulas, um professor deve adaptar o conteúdo para que o aluno entenda melhor — usando comparações, jogos, ou simplificando termos difíceis — isso é aplicar didática no seu ensino. Essa é a diferença entre um professor particular ou tentar se aventurar sozinho ao aprender.
2. Outras Dificuldades:
Parece óbvio, mas é pertinente explicar também que: Os materiais de qualidade na internet podem ser muitas vezes apenas um resumo de um produto, um oferecimento de uma aula, de um livro, de um curso que está sendo oferecido a você. Claro que dá para aprender com um Reels do Instagram, ou um Short do Youtube gratuitamente, se você se atentar a tudo que leu até aqui, e tiver critério mas é preciso ter em mente que quem gravou este material está oferecendo seus serviços a você, somos profissionais como qualquer outro trabalhando e divulgado nosso material, assim como todos os outros profissionais que se encontram nas redes sociais. E para aprofundamento cabe a você ter a liberdade de adquirir caso você gostou. Eu mesmo já adquiri muitos materiais maravilhosos pela internet, como também em livrarias, já paguei aulas particulares etc… porque tive interesse no material e nunca me arrependi. Porque eu sempre me preocupei e me interessei em aprender da melhor forma possível. Investi tempo e dinheiro em meus estudos. Também aprendi muito com materiais gratuitos, com amigos músicos etc…um músico está eternamente aprendendo, fuja de qualquer músico ou profesor que diz saber tudo.
Essa é uma grande questão: Você realmente está disposto a aprender?, a investir seu tempo, sua energia, seu interesse para aprender música? Ou você só está atrás de dopamina rápida e quer ter resultados mágicos sem nem sentar e estudar seu instrumento pelo menos 10 minutos por dia? Essa pergunta pode soar um tanto forte não é? Mas ela deve ser feita, de você para você mesmo. Eu me faço sempre esta pergunta. Todo músico pelo menos uma vez na vida já ouviu algúem dizer: “Eu gostaria de tocar igual Fulano ou Beltrano…Mas eu não levo jeito!.
Legal! Mas você está disposto a se dedicar pelo menos um pouco da mesma forma que o Fulano ou o Beltrano se dedicou?.
O segredo da aprender música é: você precisa praticar, entre você e o instrumento, todos os dias, isso leva tempo: dias, meses e anos. Todos nós passamos por isso. Estivemos dispostos a isso.
Sem dedicação realmente não adianta tentar aprender, seja sozinho seja pagando aula, seja através de conteúdos das redes e da internet. Não vai dar certo.
Qual a função de um Professor de Música?
Todo professor é um intermediador do conhecimento. Ele não só dominou determinado assunto, como aprendeu a ensiná-lo. Existem pessoas que tem domínio sobre um assunto, mas não aprendeu a ensinar este assunto. A preocupação de todo professor é dobrada: consiste em não apenas saber fazer, mas o mais importante: saber transmitir, por meio das ferramentas didáticas que ele também precisa dominar.
O professor consegue saber exatamente onde você está em nível de aprendizado e onde você precisa chegar em sua evolução, ele tem o dominio das ferramentas necessárias para que você e ele cheguem ao objetivo. Ele dirige sua prática, mostra o que deve ser feito, e corrige durante o percurso. A diferença principal entre aprender sozinho e com um professor é que o aluno está sob um olhar constante para fazer exatamente o que necessita, podendo tirar suas dúvidas, ouvir repetições, é acima de tudo perceber o que precisa ser corrigido. O aprendizado é voltado ao aluno, justamente contrário de se aprender com um material encontrado por ai, já pronto, nesse caso é o aluno que precisa se voltar ao material, e se encaixar nele, é dificil existir troca de conhecimento nesses casos.
Por fim, reitero que este artigo não representa uma crítica ao aprendizado autônomo, eu mesmo iniciei meus estudos no violão e guitarra sozinho, sempre observando e tentando absorver o máximo possível de todo assunto relacionado aos meus interesses musicais, mas sempre que tive oportunidade de aprender com professores profissionais do ensino eu não hesitei em tomar aulas, e sempre foi nesses momentos que as coisas que eram difíceis assimilar se tornavam infinitamente mais fáceis, os caminhos s tornavam mais curtos, assuntos complicados começaram se mostrar bem mais simples do que eu imaginava. É totalmente possível caminhar com as próprias pernas em determinados momentos, mas aos iniciantes, com certeza se mostra vantajoso, rápido e seguro, sempre que possível educar seus pilares musicais através de professores, essa é uma questão que fará todo sentido lá na frente, depois de algum tempo: a base é tudo.
Escrito Por: Fábio Bianchi (Licenciatura em Música), músico e professor de violão, guitarra, harmonia musical, ukelele e musicalização. Autor de métodos, video aulas voltadas para cada aluno, tutoriais personalizados em todos os níveis (inciante, intermediário e avançado). Método próprio e adaptado para a necessidade de cada aluno individualmente.
Contato: @Bianchi_Guitar (Instagram, Youtube e Tik Tok).
Existem 3 claves na partitura musical, Sol, Fá e Dó. Para ler as partes de guitarra e ou violão utilizamos preferencialmente a Clave de SOL.
A clave de sol é um símbolo musical essencial na notação musical, usado para indicar a altura das notas em uma partitura. Ela é posicionada no início do pentagrama (as cinco linhas da partitura) e define a localização da nota sol na segunda linha, contando de baixo para cima. A partir dessa referência, todas as outras notas podem ser identificadas.

A clave de sol facilita a leitura musical para instrumentos que operam em registros mais altos e é a mais comum nas partituras ocidentais.
A partir da clave é que possível localizar as notas musicais no pentagrama.
O pentagrama são as linhas e espaços entre elas que percorrem toda uma partitura, cada linha e cada espaço entre as linhas representa uma nota, quando uma partitura está com a clave de SOL no início, significa que na segunda linha, de baixo para cima está localizada a nota SOL. A partir dessa informação as outras notas estarão acima ou abaixo dela. observe a imagem abaixo:

Note que na primeira seção as notas estão “subindo” ou seja, de forma ascendente, do grave para o agudo. Já na seção debaixo elas estão “descendo” ou seja, de forma descendente, do agudo para o grave.
A princípio, para quem nunca teve contato com uma partitura parece bastante informação para assimilar, a leitura de partitura é como aprender uma nova lingua, é a linguagem musical. É aos poucos que se aprende música, através de exercícios graduais, como em qualquer estudo de qualquer instrumento musical. A leitura musical é essencial para qualquer músico profissional ou amador que estuda música seriamente. Nao é algo ultrapassado, ela continua presente nos dias atuais e não tem o objetivo de complicar, mas sim ajudar a vida de qualquer músico. A ajuda de um professor pode ser bastante útil, o professor de música serve para aplicar as técnicas e aprendizados graduais sem que você se perca, além de avaliar e orientar o seu progresso, deve ser algúem que estudou para isso, o professor de música não é apenas um músico, é alguem que aprendeu a ensinar.
Se você tem interesse em aprender teoria musical, violão, guitarra, harmonia, improvisação, ukelele, presencial ou online, pode entrar em contato comigo pelo instagram @bianchi_guitar lá tem o link para meu telefone direto. Também trabalho com tutoriais em vídeo, te ajudando a tocar qualquer música, nota por nota.
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Continuando a série sobre escalas, estudaremos hoje a escala pentatônica, que como o próprio nome diz, possui 5 notas.
Esta escala deriva-se da escala diatônica maior. (se você não conhece esta escala, temos um post sobre ela aqui: https://stringsa.music.blog/2020/05/20/escalas-maiores/)
Observe esta definição:
Comparando a escala pentatônica com a escala de mesma tônica e mesmo tipo (ambas maiores), conclui-se que a escala pentatônica é uma escala maior incompleta, na qual faltam os graus IV e VII (MED, 1996, p. 226).
Observe o exemplo na tonalidade de Dó maior:

Como podemos ver, a escala maior perde o IV e o VII graus, tornando-se assim uma escala pentatônica maior. Sua estrutura intervalar está distribuída da seguinte forma:
TÔNICA – SEGUNDA MAIOR – TERÇA MAIOR – QUINTA JUSTA – SEXTA MAIOR
Este tipo de escala tem uma sonoridade peculiar resultante dos intervalos de 1 tom e meio entre os III e V e VI e I graus
Embora seja uma das escalas mais antigas e seu uso seja datado de cerca de 2.000 anos antes de Cristo, esta escala ainda é muito utlizada atualmente. A escala pentatônica também é conhecida como ESCALA CHINESA.
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Escala Pentatônica Menor
Podemos ainda construir a escala pentatônica a partir da escala menor natural (se você não conhece a menor natural, temos um post sobre ela aqui: https://wordpress.com/block-editor/post/stringsa.music.blog/171).
Observe o exemplo de construção da Escala Pentatônica Menor, a partir da Menor Natural, na tonalidade de Lá menor:

Como podemos ver, a escala menor natural perde o II e o VI graus, tornando-se assim uma escala pentatônica menor. Sua estrutura intervalar está distribuída da seguinte forma:
TÔNICA – TERÇA MENOR – QUARTA JUSTA – QUINTA JUSTA – SÉTIMA MENOR
As escalas pentatônicas possuem algumas particularidades em sua utilização, sendo de grande utilidade em estilos como o Blues e o Rock n Roll por exemplo, mas isto será assunto para um post futuro, onde falaremos sobre a penta blues e a blue note, até lá é importante se familiarizar com ambas as escalas (maior e menor) para posteriormente observar suas particularidades e sonoridades específicas em determinados estilos. Até lá!
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Este é o segundo post da série sobre escalas. Antes de estudar as escalas menores, é necessário você entender a estrutura das escalas maiores do primeiro post da série.
As escalas menores são as escalas que dão as características à tonalidade menor.
Tonalidade “é o sistema que rege as escalas ou tons, segundo o princípio de que os seus diferentes graus estão na dependência da nota principal, ou seja da tônica” (MED, 1996, p. 90). Complementando: “tonalidade maior é o conjunto de todas as escalas maiores [e] tonalidade menor, de todas as escalas menores” (MED, 1996, p. 90).
Ao falarmos de escalas menores, devemos saber que existem 3 tipos delas:
menor natural – menor harmônica – menor melódica
Vamos a explicação de cada uma delas e suas particularidades:
A menor natural é a primeira das 3 escalas menores, para encontra-lá vamos partir da escala maior:
Já vimos que as escalas maiores possuem a estrutura T T st – T T st, certo ?
Vamos relembrar:

Na fig.1 temos a estrutura da escala maior, observe os III, VI e VII graus destacados, são somente estes graus que irão mudar para a escala maior se transformar em menor natural:

Na escala menor, em comparação com a escala maior, os graus III, VI e VII abaixam meio tom, com isso temos em relação a tônica: TERÇA MENOR (III), SEXTA MENOR (VI) e SÉTIMA MENOR (VII).
Esta é uma das formas de encontrar a menor natural: Diminuindo meio tom dos III, VI e VII graus de qualquer escala maior, deste modo teremos a escala homônima menor.
Outra forma de localizar a menor natural é começar do sexto grau de uma escala maior, deste modo encontramos sua RELATIVA MENOR. Por exemplo:
Observe novamente a fig 1: escala de Dó maior. Partindo do seu VI grau (nota Lá) e continuando a partir dai, teremos a escala de Lá menor natural. A escala de Lá menor portanto, contém as mesmas notas que a escala de de Dó maior (sua relativa). Observe:

Em síntese, “escalas relativas são duas escalas formadas pelas mesmas notas e com a mesma armadura, porém pertencendo a modos diferentes, uma maior e a outra menor” (MED, 1996, 133).
Podemos destacar ainda na menor natural a distância de 1 tom entre os VII e VIII graus. Portanto, na menor natural, o VII grau é tratado como SUBTÔNICA, diferentemente da escala maior, que possui distância de meio tom entre os mesmos graus (VII e VIII), neste caso o VII grau é tratado como SENSÍVEL.
Agora é com você! antes de passar para as outras escalas menores, estude a sonoridade da menor natural o máximo possível. Toque a escala maior e depois a menor, no mesmo tom, tente perceber suas diferenças, estude também as escalas maiores e suas relativas menores, é hora de usar seus ouvidos. Só então passe para as próximas escalas.
A segunda das escalas menores é a harmônica, ela tem sua variação a partir da menor natural, que estudamos acima.
Observe:

Repare que na menor harmônica o sétimo grau recebe uma alteração em relação a menor natural, sendo elevado em meio tom. Portanto, a distancia entre o VI e o VII grau é de 1 tom e meio (segunda aumentada) T + st.
A alteração da escala menor harmônica é vital para a harmonia, pois se constitui na alteração necessária para se obter a sensível, isto é, um intervalo de semitom entre a sétima e a oitava nota. Por esta razão tal forma de apresentação escalar levou o nome de “menor harmônica” ( RAMIRES, 2004, p. 110).
A sensível (meio tom entre o VII e VIII grau) é fundamental na música tonal, para obtermos a preparação e a resolução na tônica (VIII -I). esta é a perspectiva de movimento característica do tonalismo.
Para encontrarmos a escala menor harmônica basta aumentar em meio tom o VII grau da escala menor natural.
Observe abaixo a menor harmônica em outro tom (Dó):

Ao compararmos ambas as escalas menores estudadas até aqui, podemos perceber o seguinte:
Menor Natural: VII grau é denominado subtônica (um tom entre o VIII e I grau).
Menor Harmônica: VII grau é denominado sensível (meio entre o VIII e I grau).
Agora é com você! escute ambas as escalas menores estudadas até aqui (natural e harmônica), perceba as diferenças de sonoridade entre elas, é hora de utilizar seus ouvidos. Somente depois de assimilar as diferenças de sonoridade e estrutura entre elas passe para a terceira e última das escalas menores.
Ao estudarmos as duas escalas menores até aqui (natural e harmônica), devemos observar que elas possuem a mesma estrutura tanto ascendente quanto descendentemente, ou seja, ambas escalas “sobem” e “descem” da mesma forma. Na menor melódica não acontece dessa forma, ela possui uma estrutura “subindo” (do grave p/ o agudo) e outra estrutura “descendo” (do agudo p/ o grave). Vamos entender:

Em seu movimento ascendente, a escala menor melódica terá alterações em seus graus VI e VII, que serão elevados meio tom acima da armadura de clave. Já em sua descida, “todas as notas voltam conforme a armadura” (RAMIRES, 2004, p. 111), descendo exatamente como a escala menor em sua forma natural.
Mas por que ocorre estas alterações na escala melódica em sua forma descendente?
Analisando a forma descendente da escala, se mantivéssemos as alterações da escala melódica, também na sua forma descendente, notaríamos que o primeiro tetracordes é o mesmo da escala maior. Por isso, ao tocar ou cantar uma escala menor melódica, na sua forma descendente, sem que a alteremos, corremos o risco de mudar a perspectiva de resolução, transferindo o centro tonal para a escala maior. Ou seja, sua forma descendente surge da necessidade de preservar o modo da escala (BATISTA, 2016, p. 48).
Em outras palavras: Se as alterações da escala melódica não ocorressem na “volta” da escala (descendente), o executante, tanto instrumental quanto o cantor, correriam o risco de interpreta-lá como uma escala maior, tirando assim o “sentido menor” que compete a tonalidade.
IMPORTANTE! Quando dizemos que existem alterações na escala melódica, não necessariamente quer dizer que estas alterações serão sempre sustenidos ou bequadros, porém a regra sempre será a mesma para todas as tonalidades. Observe e compare a escala melódica de Dó (fig. 7), por exemplo, em sua forma ascendente. Ela não possui acidentes nas sua forma ascendente, já na forma descendente aparecem o bemol tanto no VIII quanto no VII grau. Respeite sempre a estrutura da escala: T st T T T T st – T T st T T st T. A escala melódica sempre volta identica a menor natural.

Estude a escala melódica em todas as tonalidades, perceba as diferenças e características sonoras, mantenha seus ouvidos atentos.
Agora que conhecemos as 3 escalas referentes ao modo menor, devemos ter em mente que cada uma delas tem suas especificidades. No começo é natural parecer bastante confuso se comparada as escala maior, por isso devemos estudar cada uma delas o tempo necessário para entende-las, cada uma a seu tempo. Lembre-se: Não basta apenas saber as escalas, nem decorar dezenas de “shapes” no braço do instrumento. É preciso saber usa-los! é preciso antes de tudo saber como aplica-los!. Ninguém aprende música em um dia apenas, nem em uma semana, vá com calma, só passe para a próxima escala quando estiver entendido a anterior. Os assuntos abordados neste post são assuntos para serem vistos e revistos periodicamente, e podem se estender durante anos, devemos estar sempre relembrando! Agora é com você!!!
Bons estudos.
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A escala maior geralmente é a porta de entrada para o estudo da harmônia e da improvisação. Este é o primeiro post de uma série dedica as escalas.
Para começar a entender as escalas é necessário você saber o que é intervalo, temos um post sobre isso.
O que é uma escala?
Podemos dizer que uma escala é um sequencia de notas, pré estabelecidas, elas possum uma estrutura definida de distribuição de intervalos.
Escala (do italiano scala – escada) é uma sucessão de notas com uma estrutura intervalar definida que vai de um tom inicial até a sua repetição. Possui uma forma ascendente (os graus da escala progridem da nota mais grave para a mais aguda) e descendente (os graus progridem da nota mais aguda para a mais grave). De acordo com a cultura musical de cada país ou região, são adotadas diferentes escalas como material musical das composições.
(BATISTA, 2016, p. 39).
Podemos encontrar outras definições:
1) Um grupo de notas musicais que derivam, em parte ou no todo, do material escrito de uma composição musical;
2) Uma sequência ordenada de tons pela frequência vibratória de sons (normalmente do som de frequência mais baixa para o de frequência mais alta), que consiste na manutenção de determinados intervalos entre as suas notas.
(Wikipédia)
A escola maior possui a seguinte estrutura:
TOM – TOM – semi tom -TOM – TOM – TOM – semi tom
Ou seja, partindo da tônica, temos as seguintes notas:
Tônica – segunda maior – terça maior – quarta justa – quinta justa – sexta maior – sétima maior.
Vamos observar melhor:

*T quer dizer TOM e st semi tom
Conforme vemos na fig. 1, a escala de Dó maior não possui nenhum acidente (sustenido ou bemol).
Os algarismos romanos acima de cada nota da escala são denominados grau. Cada nota da escala será correspondente a um grau.
Para encontrarmos qualquer escala maior, basta escrevermos a nota tônica e suas 7 seguintes, e posteriormente aplicar a estrutura T T st T T T st.
Por exemplo: vamos montar a escala de Ré maior:
Passo 1. Vamos escrever as notas de RÉ a RÉ:
RÉ – MÍ -FÁ – SOL – LÁ – SÍ – DÓ (ainda não temos a escala, é preciso organizar as notas, colocando os # nos devidos locais, de modo a formar a estrutura da escala maior que falamos acima.
Passo 2. Vamos aplicar a estrutura: TOM – Semitom:
RÉ para mí= tom.
Mí para Fá = temos semitom! MAS PRECISAMOS TER UM TOM! Logo, o Fá ganha um SUSTENIDO! Agora sim, temos um tom.
Fá# para Sol = um semitom. ok!
Sol para Lá= Tom.
Lá para Sí = Tom.
Sí para Dó#= Tom.
Dó# para Ré= semitom.
O resultado então é: RÉ – FÁ# – SOL – LÁ – SÍ – DÓ# – RÉ

ATENÇÃO! Na formação da estrutura da escala, não devemos repetir notas, e utilizando apenas sustenidos ou apenas bemol. Nunca os dois na mesma escala.
Vamos ver outro exemplo na tonalidade de Mí maior:

Agora é com você: Confira a extutura de Mí Maior, e perceba se a fig.3 está correta ou não. Monte também todas as escalas maiores, em todas as tonalidades.
A escala maior também é chamada Escala Diatônica:
“a palavra ‘dia’ (do grego) significa ‘através’, ‘entre’. A palavra ‘diatônico’ (do grego) significa ‘através da sucessão de tons’. Diaton (do grego) é o intervalo que separa duas notas conjuntas não cromáticas”.
Med (1996, p. 86)
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Para começar os estudos no violão, é necessário antes de mais nada, adquirir o instrumento. Acredito que neste momento muitas pessoas fica em dúvidas sobre qual modelo comprar: cordas de aço ou cordas de nylon?
Gostaria de deixar claro que este post não tem ou faz referência a nenhuma marca de violão ou modelos específicos, o objetivo aqui é tentar indicar qual o melhor instrumento que um iniciante nos estudos deve procurar, no sentido de facilitar seu aprendizado.
MODELOS DE VIOLÕES
Existem inúmeros modelos de violões, de várias marcas, formatos, tipos de cordas, acústicos ou elétricos etc. Entretanto, o que importa no momento, à quem deseja iniciar seus estudos são apenas: as cordas do violão. Este post está baseado neste assunto.
Violão Nylon:
O violão que possui as cordas de nylon, é o mais indicado para os iniciantes, pois este tipo de cordas proporcionam uma maior facilidade no início do aprendizado, por serem mais leves, e mais “moles” para tocar. Neste tipo de instrumento, as 3 cordas mais agudas (debaixo para cima) são feitas de nylon, as três mais graves (de cima pra baixo) também são de nylon, porém, são encapadas com uma camada de aço.
As cordas de nylon também não machucam muito os dedos do estudante no início, este é um fator importante, pois muitas pessoas decidem parar de tocar no começo, por conta de usarem as cordas ou o modeo de violão errado.
É importante lembrar aqui que os violões com cordas de nylon não são apenas para estudantes iniciantes, é um modelo de cordas apenas, que é também é bastante utilizado na música, principalmente em estilo como samba, bossa nova, choro, música erudita e clássica, sertanejo entre outros. Os artistas que tocam estes estilos usam este tipo de instrumento, buscando o timbre característico do estilo musical.
Os violões de nylon geralmente possuem um projeto mais simples, clássico e leve, são encontrados em modelos acústicos (sem captação) onde não é possível plugar o violão em caixas ou mesas de som, e também elétricos (com captação), estes sim podem ser ligados a caixas e mesas etc.
Se você está pensando em comprar um violão para começar aprender, o modelo nylon acústico (sem captação) é o mais indicado para você, procure por um modelo “iniciante”, pois além de serem os mais baratos, estes modelos ajudam no começo, devido o que foi já foi explicado até aqui, é o suficiente para você começar e sua longa jornada na música, e eu aposto que este será somente o seu primeiro violão.
Nestes modelos de violão NÃO É INDICADO colocar cordas de aço, este tipo de corda é mais “pesada”, gerando uma maior tensão, e o violão de nylon não foi projetado para suportar. Ao tentar substituir as cordas de um violao de nylon para aço existe grande possibilidade de danificar o instrumento podendo até tornar o violão inutilizavel em alguns casos.
Violão Aço:
O modelos de violão com cordas de aço, sendo todas feitas ou revestidas de aço, possuem uma maior tensão, deixando as cordas mais esticadas, e consequentemente mais duras de se tocar. Esse fator pode atrapalhar no aprendizado inicial, princpalmente das crianças, por exigir maior força nos dedos, podendo gerar desconforto para o iniciante.
O modelo aço é mais utlizado em estilos musicais mais populares, como o blues, o rock n roll, pop rock, sertanejo universitário, MPB etc. Lembrando que em música, não existem regras específicas, cabe aqui somente indicar uma noção sobre timbres de violão e seus estilos musicais mais correspondentes.
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Nos dois posts anteriores falamos sobre acordes maiores e menores e inversão de acordes, hoje, continuando nossa série, falaremos sobre o acorde que talvez cause mais confusão nos iniciantes da harmônia, ou até mesmo de quem já toca à algum tempo: o acorde diminuto.
Para entendermos o acorde diminuto, devemos pensar que primeiramente ele é um acorde MENOR, ou seja, ele tem um intervalo de terça menor entre a tonica do acorde (I) e a terceira nota do acorde (IIIm), neste intervalo temos 1 tom e meio, portanto: terça menor. A diferença neste acorde é que a quinta da tríade também perde meio tom, ou seja, torna-se uma QUINTA DIMINUTA, desa forma, a tríade fica assim:
TONICA – TERÇA MENOR – QUINTA DIMINUTA
A esta triáde damos o nome de: TRÍADE DIMINUTA.
Veja o exemplo na prática, com a tríade do acorde de DÓ:



ACORDE DIMINUTO E MEIO DIMINUTO
O ponto que talvez cause mais dúvidas seja este aqui. Quando um acorde é diminuto, ou meio diminuto?.
Primeiro é preciso lembrar que encotraremos esses 2 acordes nas TÉTRADES, que são os acordes de 4 sons. (Tríade +1 nota).
TÉTRADE MEIO DIMINUTA:
O acorde meio diminuto tem a seguinte forma: Tonica, terça menor, quinta dimunta e sétima menor.
Observe o exemplo em Dó:
Este é o acorde de Dó meio diminuto:, o zero cortado, reperesenta este acorde nas cifras.

TÉTRADE DIMINUTA:
O acorde diminuto tem a seguinte forma: Tonica, terça menor, quinta dimunta e sétima diminuta.
Observe o exemplo em Dó:
Este é o acorde de Dó diminuto:, zero ordinal, reperesenta este acorde nas cifras.

ATENÇÃO: A sétima diminuta de Dó é Síbb (Sí dobrado bemol), é errado dizer que seria a nota Lá. Apesar de ambas as notas possuirem o mesmo som, devemos ao escrever, obedecer as regas da enarmonia (nomes diferentes para mesma nota, mesmo som) estabelecidas pela escrita musical.
Concluimos então, que um acorde meio diminuto tem a sétima menor, e um acorde diminuo tem a sétima diminuta. Quanto a tríade, sempre a chamamos de Triade diminuta.
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Continuando com a série sobre formação de acordes, hoje vamos falar das inversões de acordes, se você estiver chegando agora por aqui, recomendo que leia o post anterior sobre acordes maiores e menores, e somente depois passe para esta lição. Para ter um melhor aproveitamento sobre este eassunto é necessário conhecer os Intervalos Musicais”, se você não está familiarizado com os intervalos, também temos um post sobre isso (Intervalos Musicais – A Matemática das Notas) neste blog.
Vamos agora falar sobre inversões:
Como vimos no post anterior (Acordes maiores e menores), um acorde é formado por 3 notas ou mais, a isto chamamos de TRÍADE.
Vamos relembrar o que é uma tríade:
No Dicionário Grove de Música (SADIE, 1994, p. 407) encontramos a segunte definição sobre a tríade: “A tríade passou a ser a principal unidade de harmonia (um acorde de três notas, formado por terças). Este ficou sendo o elemento
básico da harmonia ocidental até o séc. XX”.
Se este acorde está sobreposto por terças, ele está em ESTADO FUNDAMENTAL ou POSIÇÃO FUNDAMENTAL. Ou seja, com a nota mais grave sendo a FUNDAMENTAL (nota que dá nome ao acorde, ou nota mais grave do acorde). Por exemplo: DÓ – MÍ – SOL é a tríade do acorde de DÓ maior, sendo em outras palavras constituído pelos intervalos de: Fundamental, terça maior e quinta. A nota dó ocupa a posição mais grave na formação do acorde, e ela é a Tônica.
Acotece que numa inversão de acorde, encontraremos outra nota da tríade na região mais grave, o primeiro grau (nota que dá nome ao acorde, a partir da escala a ele correspondente) não esta mais na nota mais grave, e podemos encontrar em seu lugar qualquer outra nota da tríade. Vejamos a definição de inversões:
Na harmonia triádica, a nota fundamental de cada acorde é a nota a partir da qual as outras notas podem estabelecer-se numa série de terças ascendentes. Assim, a tríade dó-mi-sol tem dó como a sua fundamental, mas pode ser ouvida com o mi como nota mais grave (SADIE, 1994, p. 407).
Em outras palavras, as notas mudaram de posição na tríade, trocaram de lugar. Podemos encontrar as seguintes inversões:
ACORDES EM PRIMEIRA INVERSÃO:
Na primeira inversão, a única nota que importa é a TERÇA do acorde, ela estará sempre como nota mais grave na formação do acorde. Por exemplo, no acorde de Dó maior (C):
DÓ (Fundamental) – MÍ (terça) – SOL (quinta justa)
Em primeira inversão:
MÍ – DÓ – SOL (sendo a nota mí a nota mais grave do acorde).
ou
MÍ – SOL – DÓ (mí continua na posição mais grave do acorde).
Obs: os exemplos acima foram dados com um acorde maior, ou seja, a terça é maior. Mas as inversões também funcionam da mesma forma com acordes menores, ou qualquer outro tipo de acorde. Se estivessemos trabalhando com um acorde menor, pensaríamos assim:
DÓ – MIb – SOL (Acorde menor na posição fundamental).
Em primeira inversão:
MÍb – DÓ – SOL – Primeira inversão (nota MIb sendo a nota mais grave da formação do acorde) .
ou:
MÍb – SOL – DÓ ( MÍb continua sendo a nota mais grave do acorde).
Resumindo: Na primeira inversão, a palavra chave é a TERÇA da tríade.
CIFRAS NA PRIMEIRA INVERSÃO:
Podemos encontrar várias formas de cifragem, dependendo do método e do autor utilizado, porém, vamos ver aqui a forma mais popular das cifras:
Em primeira inversão, um acorde de Dó maior (C), por exemplo, seria cifrado da seguinte forma:
C/E
Dizemos: Dó com o baixo em Mí ou Dó com Mí no baixo.
Um acorde de Ré maior (D), em primeira inversão, seria assim:
D/F#
Dizemos: Ré com fá# no baixo.
Outros exemplos:
E/G# – G/B – C/Eb – B/D
Exercício 1 : Tente colocar os acordes acima na posição fundamental, e descobrir se são maiores ou menores. Depois, toque os acordes tanto na posição fundamental quanto em primeira inversão.
Agora vejamos abaixo na figura 1 alguns acordes da tonalidade de dó maior, em estado fundamental e em primeira inversão, na pauta, tente tocar estes acordes e perceba a diferença de sonoriade encontrada ao colocarmos a terça como nota mais grave:

Exercício 2: Imagine uma música na tonalidade de Dó maior, crie progressões (sequencias músicais) a partir dos acordes acima (figura. 1), varie entre acordes de posição fundamental e 1ª inversão em sua composição. Use os ouvidos, dexa eles te dizerem o que fazer!!! é hora de compor!!!.
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ACORDES EM SEGUNDA INVERSÃO:
Na segunda inversão, a única nota que importa é a QUINTA do acorde, ela estará sempre como nota mais grave na formação do acorde. Por exemplo, no acorde de Ré maior (D):
RÉ (Fundamental) – FÁ# (terça) – LÁ (quinta justa)
Em segunda inversão:
LÁ – RÉ – FÁ# (sendo a nota mais grave a quinta do acorde).
ou
LÁ – FÁ# – RÉ ( a nota lá continua sendo a nota mais grave do acorde).
Resumindo: Na segunda inversão, a palavra chave é a QUINTA da tríade.
CIFRAS NA SEGUNDA INVERSÃO:
Em segunda inversão, um acorde de Ré maior (D), por exemplo, seria cifrado da seguinte forma:
D/A
Dizemos: Ré com lá no baixo ou Ré com baixo em lá.
Um acorde de mí menor (Em) em segunda inversão:
Em/B
Dizemos: Mí menor com sí no baixo ou mi menor com baixo em sí.
Outros ememplos:
C/G – G/D – Dm/A – F/C
Exercício 3 : Repita o exercício 1 (das primeiras inversões) agora utilizando os acordes acima. Identifiqe se são maiores ou menores.
Agora vejamos abaixo na figura 2 alguns acordes da tonalidade de ré maior, tanto em estado fundamental como em segunda inversão, na pauta, tente tocar estes acordes e perceba a diferença de sonoriade encontrada ao colocarmos a quinta como nota mais grave:

Exercício 3: Faça o que foi pedido no exercício 2, mas agora usando os acordes da tonalidade de ré maior (figura 2) e suas segundas inversões. Não esqueça do ouvido. Ouça as difrentes possibilidades e anote-as.
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Qualquer dúvida, fico a disposição para esclarecer!!!
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Acordes são sons produzidos por três ou mais notas simultâneamente, podem ser: maiores, menores, dimunutos ou aumentados. Hoje falaremos dos acordes maiores e menores.
“Três ou mais notas separadas por terças e tocadas simultaneamente formam o acorde, o acorde de três notas chama-se TRÍADE e o de quatro notas TÉTRADE. Outras notas podem ser acrescentadas ao acorde para enriquecer o som” (GUEST; Ian. Harmonia, 1 : método prático. 2010. p. 26).
1.TRÍADE MAIOR: (M)
O acorde maior possui a seguinte estrututura:
TONICA – TERÇA MAIOR -QUINTA JUSTA
Ex: Imagine a nota dó como fundamental (tônica)
Dois tons a frente encontramos a terça maior: Mí (de Dó até Mí – 2 tons, terça maior).
3 tons e meio separa a tônica ( Dó) da quinta justa: Sol: quinta justa.
Dessa forma a tríade de que compõe o acorde de Dó Maior corresponde a:
DÓ – MÍ – SOL
Agora vamos obrservar na pauta, alguns acordes maiores em posição fundamental.
(* POSIÇAO fundamental é quando a tríade está com suas terças sobrepostas: T, 3M e 5J, obrigatoriamente nesta ordem.
Repare no úiltimo acorde, um Dó novamente, em posição fundamental, mas em outra região da pauta.

A cifragem do acorde Maior é estabalecida com “M” (maisúsculo).
Ex. CM ou DM
Na maioria das vezes, a cifra aparece sozinha, sem nenhuma letra, dest forma entende-se o acorde como sendo Maior:
Ex. C ou G ou D
1.1 – TRÍADE MENOR: (m)
A única nota que difere o acorde Maior para o menor é sua terça.
Quando a terça for menor (1 tom e meio em relação a fudamental) o acorde é menor.
A quinta contínua justa, assim como no arcorde Maior. Deste modo temos a partir da fundamental:
DÓ – MÍb – SOL
De Dó para Mí bemol, temos 1 tom e meio, portanto, o acorde é menor.
Observe na pauta:

A cifragem do acorde menor é estabalecida com “m” (minúsculo).
Ex. Cm ou Em
Podemos encontrar cifras com um sinal de menos “-“
Ex. D- ou E- (esta menos utilizada).
Nesta postagem conhecemos os acordes Maiores e menores, em suas posições fudamentais, na próxima postagem falaremos sobre as inversões de acordes.
A matemática das notas
Como na matemática, na música também fazemos contas, muitas vezes o estudante se depara com problemas musicais que seriam facilmente resolvidos com o entendimento dos intervalos musicais, eles são para a harmônia o que os números seriam para a matemática. Ao dominarmos esses “cálculos” efetuados através das distancias produzidas entre um som e o outro, o entendimento musical se torna muito mais fácil e claro, e as notas, acordes e melodias passam a fazer maior sentido uma em relação a outra.
Os Números da música são as notas
As notas musicais no sistema tonal caminham cromaticamente, ou seja, de meio em meio tom, ascendente (grave p/ o agudo), ou descendente (agudo p/ o grave). No violão, por exemplo, se tocarmos uma nota numa corda em determinada casa, depois repetirmos o mesmo na próxima casa “andamos” meio tom. Se tocarmos uma nota e depois outra duas casa a frente teremos percorrido um tom.
Observe:
*O sustenido (#) aumenta a nota em meio tom (+)
*O bemol (b) diminui a nota em meio tom (-)
Dó + meio tom= DÓ# (dó sustenido)
DÓ + 1 tom (2 semitons)= RÉ
DÓ – meio tom= DÓb (dó bemol)
RÉ – 1 tom= DÓ
DÓ – meio tom= Sí
DÓ – 1 tom= Síb (Sí bemol)
MÍ – meio tom= MÍb (Mí bemol)
Intervalos de meio tom são chamados: segunda menor, os de 1 tom são chamados segunda maior.
Intervalos de terça (maior ou menor):
DÓ até MÍ = 2 tons (4 semitons) intervalo de terça maior.
DÓ até MÍb = 1 tom e meio (3 semitons) = intervalo de terça menor.
MÍ até SOL# = 2 tons (4 semitons)= intervalo de terça maior.
RÉ até FÁ = 1 tom e meio (3 semitons)= intervalo de terça menor.
Intervalos de quarta (justa ou aumentada):
DÓ até FÁ = 2 tons e meio = intervalo de quarta justa (4J)
DÓ até FÁ#= 3 Tons (trítono)= intervalo de quarta aumentada (4#, 4aum)
SOL até DÓ= 2 tons e meio = intervalo de quarta justa (4J)
SOL até DÓ# = 3 tons = intervalo de quarta aumentada (4#, 4aum)
Intervalos de quinta (justa ou aumentada)
DÓ até SOL= 3 tons e meio = intervalo de quinta justa (5J).
DÓ até SOL# = 4 tons = intervalo de quinta aumentada (5#, 5aum)
Intervalos de sexta maior
DÓ ate LÁ= 4 tons e meio= intervalo de sexta maior.
MÍ até DÓ# = 4 tons e meio= intervalo de sexta maior.
Intervalos de sétima (maior, menor)
DÓ até SÍb= 5 tons = intervalo de sétima menor (7m)
DÓ até SÍ= 5 tons e meio= intervalo de sétima maior (7M, 7+)
Intervalos de oitava
DÓ até DÓ = 6 Tons =intervalo de oitava.
RÉ até RÉ: 6 Tons =intervalo de oitava.
MÍ até MÍ 6 Tons =intervalo de oitava.
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