Escalas Maiores

A escala maior geralmente é a porta de entrada para o estudo da harmônia e da improvisação. Este é o primeiro post de uma série dedica as escalas.

Para começar a entender as escalas é necessário você saber o que é intervalo, temos um post sobre isso.

O que é uma escala?

Podemos dizer que uma escala é um sequencia de notas, pré estabelecidas, elas possum uma estrutura definida de distribuição de intervalos.

Escala (do italiano scala – escada) é uma sucessão de notas com uma estrutura intervalar definida que vai de um tom inicial até a sua repetição. Possui uma forma ascendente (os graus da escala progridem da nota mais grave para a mais aguda) e descendente (os graus progridem da nota mais aguda para a mais grave). De acordo com a cultura musical de cada país ou região, são adotadas diferentes escalas como material musical das composições.

(BATISTA, 2016, p. 39).

Podemos encontrar outras definições:

1) Um grupo de notas musicais que derivam, em parte ou no todo, do material escrito de uma composição musical;

2) Uma sequência ordenada de tons pela frequência vibratória de sons (normalmente do som de frequência mais baixa para o de frequência mais alta), que consiste na manutenção de determinados intervalos entre as suas notas.

(Wikipédia)

A escola maior possui a seguinte estrutura:

TOM – TOM – semi tom -TOM – TOM – TOM – semi tom

Ou seja, partindo da tônica, temos as seguintes notas:

Tônica – segunda maior – terça maior – quarta justa – quinta justa – sexta maior – sétima maior.

Vamos observar melhor:

fig. 1

*T quer dizer TOM e st semi tom

Conforme vemos na fig. 1, a escala de Dó maior não possui nenhum acidente (sustenido ou bemol).

Os algarismos romanos acima de cada nota da escala são denominados grau. Cada nota da escala será correspondente a um grau.

Para encontrarmos qualquer escala maior, basta escrevermos a nota tônica e suas 7 seguintes, e posteriormente aplicar a estrutura T T st T T T st.

Por exemplo: vamos montar a escala de Ré maior:

Passo 1. Vamos escrever as notas de RÉ a RÉ:

RÉ – MÍ -FÁ – SOL – LÁ – SÍ – DÓ (ainda não temos a escala, é preciso organizar as notas, colocando os # nos devidos locais, de modo a formar a estrutura da escala maior que falamos acima.

Passo 2. Vamos aplicar a estrutura: TOM – Semitom:

RÉ para mí= tom.

Mí para Fá = temos semitom! MAS PRECISAMOS TER UM TOM! Logo, o Fá ganha um SUSTENIDO! Agora sim, temos um tom.

Fá# para Sol = um semitom. ok!

Sol para Lá= Tom.

Lá para Sí = Tom.

Sí para Dó#= Tom.

Dó# para Ré= semitom.

O resultado então é: RÉ – FÁ# – SOL – LÁ – SÍ – DÓ# – RÉ

fig. 2

ATENÇÃO! Na formação da estrutura da escala, não devemos repetir notas, e utilizando apenas sustenidos ou apenas bemol. Nunca os dois na mesma escala.

Vamos ver outro exemplo na tonalidade de Mí maior:

fig. 3

Agora é com você: Confira a extutura de Mí Maior, e perceba se a fig.3 está correta ou não. Monte também todas as escalas maiores, em todas as tonalidades.

A escala maior também é chamada Escala Diatônica:

“a palavra ‘dia’ (do grego) significa ‘através’, ‘entre’. A palavra ‘diatônico’ (do grego) significa ‘através da sucessão de tons’. Diaton (do grego) é o intervalo que separa duas notas conjuntas não cromáticas”.

Med (1996, p. 86)

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